segunda-feira, 23 de março de 2009

Vinte e um dias de abandono

Vinte e um dias de abandono, vinte e um dia de solidão, tristeza e alegria.
Histórias de livros, histórias emocionantes de ficção, histórias invejaveis de ficção.
Dias e noites passando rapido, no escuro de um quarto, iluminado somente por um monitor vagando no vazio.
Uma música no volume mais baixo. Sussurros gritados.
Levanto os olhos e penso alto; não, eu não teria tamanha sorte.
E quando vejo já não estou em lugar nenhum, ouço passos.
Sinto ruidos; paro, abaixo os olhos.
Não estou em lugar nenhum, ouço passos. O volume baixo.
Quando será que acaba a solidão?
E a saudade, a saudade tem limite?